“Saindo da cidade, mas nem tanto”: uma mobilidade urbano-rural produzida pelo efeito da pequena escala no sul do Brasil

Neste artigo apresento com destaque um estudo de caso emblemático e situacional apreendido no período de minha tese, em 2023, no qual, se configura, pela qualidade relacional do seu deslocamento. Esta investigação foi realizada a partir de entrevistas online  e observação participante durante 24 mes...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Job, Maria Carmencita
Formato: Artículo revista
Lenguaje:Español
Publicado: Facultad de Filosofía y Humanidades. Museo de Antropología 2025
Materias:
Acceso en línea:https://revistas.unc.edu.ar/index.php/antropologia/article/view/46865
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Sumario:Neste artigo apresento com destaque um estudo de caso emblemático e situacional apreendido no período de minha tese, em 2023, no qual, se configura, pela qualidade relacional do seu deslocamento. Esta investigação foi realizada a partir de entrevistas online  e observação participante durante 24 meses, na plataforma digital Instagram da interlocutora Raquel, mulher de classe média, da raça branca, pós-graduada, sem filhos, que morava na cidade de Porto Alegre, sul do Brasil, e que no período da pandemia repensa todo o seu modo de vida dentro da cidade e busca viver mais perto da natureza. Raquel se muda em 2021 para a pequena cidade de Ivoti, local com aproximadamente 55 km da capital Porto Alegre, e que cumpria todos os pré-requisitos do seu desejo de mobilidade urbana. A partir da experiência de Raquel, construo a proposta conceitual de mobilidade urbano-rural em pequena escala, refletindo sobre esta perspectiva em menor tamanho advindo desta migração móvel, tornando estas “fronteiras flexíveis” entre o urbano e o rural e, produzindo, um efeito de “enraizamento dinâmico” desafiando a ideia de migração como algo fixo, e trazendo a ideia de ancoradouro para este ir e vir, em fluxo, produzindo uma perspetiva escalável.