Marxismo e Relações Internacionais: uma relação possível

O estudo das Relações Internacionais é um ambiente inóspito ao marxismo, como se fossem água e óleo, não se misturam. Ocasionalmente são apresentadas versões do marxismo diluídas no balaio das teorias críticas. O que a narrativa tradicional mascara é o caráter eminentemente internacionalista do marx...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Osório, Luiz Felipe
Formato: Artículo revista
Lenguaje:Portugués
Publicado: Centro de Estudios Avanzados. Facultad de Ciencias Sociales. Universidad Nacional de Córdoba. 2019
Materias:
Acceso en línea:https://revistas.unc.edu.ar/index.php/revesint/article/view/24609
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Descripción
Sumario:O estudo das Relações Internacionais é um ambiente inóspito ao marxismo, como se fossem água e óleo, não se misturam. Ocasionalmente são apresentadas versões do marxismo diluídas no balaio das teorias críticas. O que a narrativa tradicional mascara é o caráter eminentemente internacionalista do marxismo, o qual tem nas relações internacionais uma preocupação nuclear. É este o objetivo deste artigo. A partir da exposição da conexão íntima entre relações internacionais e capitalismo; da centralidade do fator externo no pensamento de Marx; e do fio do imperialismo, responsável por tecer a aproximação dos campos, é que se descortina a relação (não apenas) possível entre marxismo e Relações Internacionais: necessária e fundamental. É no mercado mundial que o capitalismo atinge sua plenitude e extrai o oxigênio para sua sobrevivência. A essência internacional do capitalismo é apontada por Marx desde seus primeiros escritos, ficando evidente no ápice de sua obra teórica. E serão as teorias do imperialismo que iluminam os caminhos para se vislumbrar o real caráter das relações internacionais. Sobre as três premissas o texto será estruturado e desenvolvido, ainda que de maneira mais breve e sucinta do que deveria.