Simbologia das cores na tradução das cartas de Mariquita Sánchez para o português brasileiro
Este artigo acadêmico explora como a simbologia das cores em textos do século XIX argentino oferece percepções valiosas sobre os autores e seus escritos. Essa relevância decorre do fato de que as facções políticas da época as empregavam como marcadores identitários: os federalistas, sob a liderança...
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| Autor principal: | |
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| Formato: | Artículo revista |
| Lenguaje: | Español |
| Publicado: |
Facultad de Lenguas
2025
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | https://revistas.unc.edu.ar/index.php/ReCIT/article/view/51514 |
| Aporte de: |
| Sumario: | Este artigo acadêmico explora como a simbologia das cores em textos do século XIX argentino oferece percepções valiosas sobre os autores e seus escritos. Essa relevância decorre do fato de que as facções políticas da época as empregavam como marcadores identitários: os federalistas, sob a liderança de Rosas, adotavam o «colorado», ou «rojo punzó», enquanto os unitários recorriam ao azul-celeste e ao branco (por vezes, também ao verde) para sua representação. O propósito central deste estudo é investigar a maneira como Mariquita Sánchez menciona as cores em sua correspondência e verificar a existência de possíveis associações políticas em seu uso, tendo como ponto fulcral a representação disso na tradução para o português, sem perder a simbologia intencionada pela missivista. Para tanto, a metodologia empregada baseou-se na teoria da tradução ilusionista de Jiří Levý (2011), com o respaldo de referenciais teóricos dos Estudos da Tradução, como Hurtado Albir (2001) e Lúcia Santaella (2000), esta última contribuindo com o Estudo dos Signos Linguísticos. As conclusões da análise indicam que, quando Mariquita emprega o termo «negro», ela o faz para denotar um sentido pejorativo, imbuído de pessimismo. Por outro lado, a menção a «colorado» não alude diretamente à simbologia federalista, enquanto «punzó», ou «rojo punzó», são utilizados em contextos onde não há uma intenção política explícita. |
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