"Como nossos pais": o esquecimento e a memória manipuladaa manipulada
Belchior, em entrevista concedida a Luis Carlos Miéle, no ano de 2003, explicita que a canção “Como nossos pais”, composta por ele no ano de 1976, em pleno período da ditadura civil-militar brasileira, carrega em si um amargor medicinal, em que o “poeta” está deplorando que, apesar de tudo – de tudo...
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| Autores principales: | , |
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| Formato: | Artículo revista |
| Lenguaje: | Español |
| Publicado: |
Universidad Nacional de Córdoba. Centro de Investigaciones de la Facultad de Filosofía y Humanidades.
2025
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | https://revistas.unc.edu.ar/index.php/pescadoradeperlas/article/view/48513 |
| Aporte de: |
| Sumario: | Belchior, em entrevista concedida a Luis Carlos Miéle, no ano de 2003, explicita que a canção “Como nossos pais”, composta por ele no ano de 1976, em pleno período da ditadura civil-militar brasileira, carrega em si um amargor medicinal, em que o “poeta” está deplorando que, apesar de tudo – de tudo que aconteceu –, nós ainda somos os continuadores dos nossos pais, de uma tradição que deveria ter sido mudada. A narrativa poética-política dessa canção foi deliberadamente manipulada pela propaganda da Volkswagen, lançada no ano de 2023, para celebrar seus 70 anos de Brasil, dando a crer ser uma dádiva sermos “como nossos pais”, em uma flagrante tentativa de fazer com que esqueçamos a cumplicidade da indústria de veículos automotores com o regime ditatorial. Me debruçarei sobre esse exemplo de tentativa de manipulação da narrativa, tendo como aporte teórico as reflexões de Paul Ricoeur acerca da “memória manipulada”, contidas em sua obra La mémoire, l'histoire, l'oubli e Hannah Arendt, presentes em sua obra Between Past and Future, bem como de textos que analisam o envolvimento da Volkswagen do Brasil com a ditadura civil-militar brasileira. |
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